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terça-feira, 23 de agosto de 2011

EU MORO NO LEBLON, NOS JARDINS, EU SOU POLÍTICO, MAS ATUO A FAVOR DA REDE GLOELBELLS, PORTANTO OS JATOS QUE EU VÕO, NÃO INTERESSAM. MAS VOCÊ ZÉ MANÉ DE MINISTRO QUE NOS PERTUBA COM ESTA MIERDA DE LEY DOS MEDIOS, NÃO PODE APONGAR EM JATOS... DE NINGUÉM!!!!

O ALLI KAMEL É O PILOTO, O WILIAN HOMER SIMPSOM É O ENGENHEIRO DE VÔO, A BERNADES É A CONTROLADORA!

Jato do Aécio e aparelhamento da estatal


Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

A imprensa poderia investigar e divulgar a história do dono do jatinho do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi aparelhado na presidência da estatal do governo tucano em Minas Gerais.

O senador tucano voa no jato prefixo PT-GAF, avaliado em R$ 24 milhões. A assessoria de imprensa do senador tucano explica que o "Aeroaécio" pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes e padrasto de Aécio, falecido há 2 anos. O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda. Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.

A coisa complica quando o então governador Aécio nomeia um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).

Para piorar, a Codemig atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho - empresário de mineração, laureado pelo governo do estado - foi diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e atualmente ocupa cargo similar na Companhia Mineradora de Minas Gerais.

Tem muita coisa errada aí... onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa corte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado?

A mídia e a escandalização dos jatinhos


Por Luis Nassif, em seu blog:

Como se opera o jogo político na mídia?

Identifique no adversário alguma prática que possa ser caracterizada como irregular. Se a mesma prática for exercitada por aliados, seja seletivo: aliados não podem ser criticados. Se a prática se configurar como uma infração menor, escandalize.

Há inúmeros exemplos desse jogo na política, o campeão dos quais foi o "escândalo da tapioca" - a extraordinária denúncia de que o Ministro dos Esportes pagara uma tapioca com cartão corporativo.

No governo Itamar, o ministro Eliseu Rezende foi demitido depois de um "escândalo" decorrente do fato de ter viajado a Washington em avião de carreira, mas tendo como vizinho de banco o lobista de uma empreiteira.

Pouco antes, Rezende tinha sido o autor de um dos maiores feitos fiscais da década, fundamental para o futuro Plano Real: o encontro de contas do setor elétrico. De pouco adiantou.

No mesmo período o então Consultor Geral da República, José de Castro, desarquivou um pedido de indenização do estaleiro Ishikawagina – que havia sido arquivado no governo Figueiredo – e quase obrigaria o Tesouro a pagar mais de R$ 300 milhões de indenização.

Informado por um procurador da Fazenda, denunciei a manobra. Castro foi convocado para uma sessão em uma das comissões da Câmara. Blindou-se usando principalmente o senador Gilberto Miranda – com ampla influência no meio jornalístico. Não deu em nada. Todas as matérias lhe foram favoráveis. Saiu da consultoria para assumir a Telerj.

Agora tenta-se usar caronas em jatinhos particulares para produzir demissões de ministros.

Trata-se de uma prática disseminada nas administrações públicas:. Exemplos:

1. José Serra fez sua campanha eleitoral no jatinho de Ronaldo César Coelho. Como governador de São Paulo, fez pior. O antecessor Geraldo Alckmin havia privatiado a CTEEP (a companhia de transmissão elétrica) e, junto com ela, o jatinho da empresa. Serra refez o contrato de privatização e ofereceu benesses aos compradores em troca da volta do jatinho ao Estado.

2. A Bertin cansou de oferecer jatinhos para secretários do governo paulista.

3. O acidente da Bahia revelou as viagens do governador Sérgio Cabral Filho.

Se fosse relacionar outros casos de governantes em situações análogas, ocuparia uma página de blog.

Nenhum desses casos deve servir de álibi para cassações. No máximo, para recomendação para que autoridades evitem esse tipo de comprometimento.
Os jornalistas espiões

Na direção oposta, alguns jornalistas foram apontados como "espiões" dos Estados Unidos por aparecerem nos relatos diplomáticos da embaixada, como interlocutores de diplomatas.

Trata-se de uma prática corriqueira, das embaixadas conversarem com diversos atores – políticos, ministros, empresários e jornalistas.

Em 1994 tive uma longa conversa com o embaixador norte-americano em que o tema principal foi a falta de vontade política, o acomodamento do futuro presidente FHC – opinião compartilhada por mim, pelo embaixador e pelo Departamento de Estado.

Ontem, conversava com um colega jornalista, de atuação de esquerda, que almoça periodicamente com o embaixador de um país europeu. Certamente suas conversas resultam em informes do embaixador para seu país. E não tem nada de espionagem.

 


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