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terça-feira, 31 de julho de 2012

Lista de Furnas é verdadeira e é o verdadeiro mensalão tucano.


 Conheça a Lista de Furnas AQUI 


CHUPINHADO DO OESQUERDOPATA


Ministério Público denuncia 'mensalão' de Furnas 
Amaury Ribeiro Jr. - Do Hoje em Dia


A procuradora da República no Rio Andrea Bayão Ferreira denunciou o ex-diretor de Planejamento de Furnas, Dimas Toledo, e um grupo de empresários e políticos acusados de participarem da chamada Listas de Furnas – a caixinha de campanha clandestina que funcionou na empresa estatal durante o governo de FHC. A denúncia reúne um arsenal de documentos da Polícia Federal e da Receita Federal que, além de atestar a veracidade, comprova a existência de um “mensalão” organizado por Dimas na estatal.
 
 
 

De acordo com a procuradora, o mensalão de Furnas provocou o enriquecimento de funcionários públicos, empresários e lobistas, acusados de alimentarem os financiamentos ilegais de campanha políticas dos tucanos e de seus aliados com o dinheiro público. 
 
 
Segundo a denúncia, o esquema era custeado pelos contratos superfaturados assinados pela estatal com duas empresas : a Toshiba do Brasil e a JP Engenharia Ltda. As duas foram contratadas sem licitação pública para realizar obras no Rio .
 
 
 “ O diretor Dimas Toledo reproduziu, em Furnas, o esquema nacional que ficou conhecido como ‘ mensalão’ – um esquema de arrecadação de propina – na ordem de milhões, custeado mediante o superfaturamento de obras e serviços”, diz a procuradora na denúncia.
A lista
A lista de Furnas, assinada pelo próprio Dimas Toledo, traz o nome de políticos que receberam doações clandestinas de campanha da empresa estatal em 2002. Entre os beneficiados estão os ex-governadores de São Paulo e de Minas Gerais, e outros 150 políticos.
Réus confessos
Os próprios executivos da Toshiba do Brasil – uma das empresas que financiavam o esquema – confirmaram a existência de um caixa dois que sustentava mesada de servidores e políticos. O superintendente Administrativo da empresa japonesa, José Csapo Talavera, afirmou, por exemplo, que os contratos de consultoria fictícios das empresas de fachada, até 2004 , eram esquentados por um esquema de “notas frias”.
Escuta quente
As escutas da Polícia Federal desmentem que o lobista Nilton Monteiro teria tentando falsificar a lista. Pelo contrário. “Durante a intercepção das linhas telefônicas usadas por Nilton Monteiro, nada foi captado que indicasse a falsidade da lista, ao revés, em suas conversa telefônicas, inclusive com sua esposa, sustenta que a lista é autêntica”, diz a procuradora.
Jefferson confirmou
Um dos políticos citados na lista, o ex-presidente do PTB e ex-deputado Roberto Jefferson(PTB) também confirmou à PF a veracidade do documento. De acordo com o depoimento anexado à denuncia do MP, Jefferson disse ter recebido, na campanha para deputado federal em 2002, R$ 75 mil da estatal. A grana foi entregue pelo próprio Dimas Toledo a Jefferson num escritório no centro do Rio.
Peritos
Mas a prova cabal de que a lista de Furnas é mesmo verdadeira acabou sendo fornecida por peritos da Polícia Federal. Em depoimento à PF, além de confirmarem a autenticidade da assinatura de Dimas Toledo, os peritos descartaram a possibilidade de montagem.
Chantagem
De acordo com a denúncia, a lista com o nome de políticos que receberam doações clandestinas da estatal teria sido elaborada pelo próprio Dimas Toledo, que pretendia usá-la para manter-se no cargo. O próprio diretor da estatal teria entregue o material ao lobista, que tentou l negociá-la com os adversários políticos do PSDB.
Trânsito
Dimas Toledo confirmou que o lobista tinha trânsito livre na estatal. Dimas disse ter, inclusive, marcado um encontro do lobista com o departamento jurídico da estatal.
Indiciamento
Além de Jefferson, o MPF denunciou Dimas Toledo, mas deixou de fora caciques do PSDB citados, sob o argumento de que eles são alvos específicos de uma investigação da PF e do MPF sobre os beneficiários da caixinha de campanha alimentada pela empresa estatal.
Vara da Fazenda
O destino de Dimas e de outros operadores de Furnas será julgado pela Vara da Fazenda do Rio. Apesar de Furnas ser uma empresa estatal, a Justiça Federal do Rio encaminhou a denuncia do MPF à Justiça Estadual Fluminense.

Hugo Chavez ressuscita e chega ao Brasil para oficializar a entrada da Venezuela no MERCOSUL.

 Foto: Roberto Stuckert Filho/PR 

Dilma Roussef ao lado de Hugo Chavez, declarado morto pelo respeitadíssimo colonista do Gloelbels, Merval Pereira. 

Do site Brasil247


Sorridente, presidente venezuelano oficializa em Brasília a entrada do país ao Mercosul; bloco conta agora com 270 milhões de habitantes e um PIB a preços correntes de US$ 3,3 trilhões; primeiro negócio com o Brasil será a venda de 20 aeronaves da Embraer

31 de Julho de 2012 às 11:24


 
Agência Brasil - Com quase uma hora de atraso, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, subiu por volta das 10h desta terça-feira a rampa do Palácio do Planalto. Ele foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.


Sorridente, o venezuelano brincou com Dilma na chegada ao salão principal do Planalto. Chávez está em Brasília para oficializar a incorporação da Venezuela ao Mercosul.



Os dois líderes assinaram atos para a venda de aeronaves da Embraer para os venezuelanos. Seis documentos se referem às aeronaves 190AR e há mais 14 opções de compra, no valor estimado de aproximadamente US$ 270 milhões. Porém, a venda pode chegar a US$ 900 milhões.



A primeira aeronave vai ser entregue em setembro, mais duas até dezembro deste ano. Em 2013, serão enviadas à Venezuela três aeronaves. As negociações foram feitas pelo Brasil com a empresa estatal de aviação venezuelana, a Conviasa. As aeronaves 190AR detém de 98 a 114 assentos.



Durante a cerimônia, o presidente da Embraer, Frederico Curado, presenteou Chávez com uma miniatura da aeronave Embraer 190AR com as cores da Venezuela. O presidente agradeceu e sorriu.



No final da manhã ocorrerá a cerimônia que oficializa o ingresso da Venezuela no Mercosul. Participarão da solenidade os presidentes Dilma, Chávez, Cristina Kirchner (Argentina) e José Pepe Muijca (Uruguai), no Palácio do Planalto. Depois, haverá um almoço no Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty.



Suspenso do Mercosul desde o final de junho, o Paraguai não participa da solenidade nem aprovou o ingresso da Venezuela no bloco. Porém, a ausência do voto dos paraguaios, segundo diplomatas, não afeta a incorporação dos venezuelanos ao grupo.
Venezuela será integrada juridicamente no dia 13




A incorporação da Venezuela ao Mercosul só ocorrerá, juridicamente, a partir do dia 13 de agosto, pois é necessário cumprir os prazos para análise dos documentos até a sua conclusão, conforme as regras do bloco. A ideia é que um grupo de trabalho se debruce sobre as questões mais específicas por até 180 dias.



O objetivo é que todos os países que integram o Mercosul se empenhem para que a Venezuela consiga adotar a nomenclatura do bloco até dezembro de 2012. A nomenclatura é a adequação dos produtos comercializados com os códigos adotados no bloco.



Pela planejamento inicial, a prioridade é incluir na lista de produtos comercializados entre a Venezuela e os demais integrantes do bloco as mercadorias cujas taxas estão próximas às cobradas pelo Mercosul – que variam de 10% a 12,5%. Na Venezuela, a média cobrada é 12%. A ideia é incorporar os produtos venezuelanos, mas com tolerância de variação de 2%.



O livre comércio na região, denominado liberalização, deve ser adotado após a conclusão do processo de regularização da nomenclatura. A previsão é que ocorra a partir de janeiro de 2013. Mas, pelo Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, o prazo final é quatro anos. O esforço será para antecipar esse prazo.



Depois da Venezuela, Bolívia e Equador negociam integração

Depois da Venezuela, o Equador e a Bolívia negociam a incorporação ao Mercosul. As articulações ganharam mais força nos últimos dias após a decisão de a Venezuela integrar o bloco. A ideia é dar mais agilidade às conversas para que em breve equatorianos e bolivianos também façam parte do grupo. Não há definições de datas nem prazos, mas há determinação e empenho políticos, segundo os negociadores.



Atualmente os dois países são membros associados, assim como o Chile, a Colômbia e o Peru. São observadores o México e a Nova Zelândia. Os membros plenos são o Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai (que está suspenso até abril de 2013) e, a partir de hoje, a Venezuela.



Por seis anos, a Venezuela negociou a entrada no bloco. A decisão foi tomada em junho quando os presidentes Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina) e José Pepe Mujica (Uruguai) anunciaram a incorporação dos venezuelanos e a suspensão do Paraguai do Mercosul de forma temporária.



Em 29 de junho, o Paraguai foi suspenso porque os presidentes concluíram que o processo de destituição do poder do então chefe de Estado do país Fernando Lugo não seguiu os preceitos democráticos. Lugo foi submetido a um processo de impeachment e em menos de 24 horas perdeu o poder.



Fundado em 1991, o Mercosul gerou aumento nas trocas comerciais na região. Em 1990, o intercâmbio entre os membros do bloco somava US$ 4,1 bilhões. Já em 2011, o fluxo cambial atingiu US$ 104,9 bilhões.



Com o ingresso da Venezuela, o Mercosul contará com uma população de 270 milhões de habitantes (70% da população da América do Sul), registrando um Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes de US$ 3,3 trilhões (o equivalente a 83,2% do PIB sul-americano) e um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados (72% da área da América do Sul).


 


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mídia udenista e fascista, ignora denúncias da Carta Capital.


De  Marcio Sotelo Felippe No site A RÊS PUBLICA


 A Mistificação da Grande Mídia

Ontem a Carta Capital publicou uma matéria bombástica. 



Tratou do chamado “mensalão mineiro”. Consta que Gilmar Mendes (entre outros próceres da República) teria recebido alguns milhares de reais em 1998 em um esquema mais uma vez organizado por Marcos Valério


Há indícios razoáveis para uma investigação.


O problema é que Gilmar Mendes vai julgar o “mensalão”, que envolve o mesmíssimo Marcos Valério. Neste momento a situação ultrapassa perigosamente os limites do surrealismo, ou, talvez, do realismo fantástico que a literatura latino-americana criou para falar adequadamente deste continente insano do hemisfério sul.



O que causa, no entanto, a mais profunda repulsa (ou asco. Ou nojo) é o comportamento da assim chamada “grande imprensa”, que cada vez mais faz jus à alcunha PIG.


 A Folha de São Paulo ignora a matéria da Carta Capital. Sua manchete de hoje, sábado, 28 de julho, porém, explora de forma sensacionalista uma peça processual do procurador-geral de República encartada no processo do “mensalão”: “Mensalão foi o mais atrevido ‘esquema’, afirma Procurador”. 




Mas não informa que um dos ministros que irá julgar o caso pode ter recebido dinheiro ilicitamente do réu que vai julgar, Marcos Valério, o que circulava na internet desde a noite de quinta-feira
Inacreditável. A grande imprensa está fazendo do Brasil uma pálida cópia do que Alice encontrou no País das Maravilhas.





Reparem que quando o PIG se refere aos blogs progressistas, hoje praticamente a única fonte de informação isenta e honesta de que dispõe a sociedade, invariavelmente usa a expressão “militantes”, ou “militantes petistas” das redes sociais. 

Nunca são veículos legítimos de expressão, nunca são parte da imprensa. São desprezíveis “militantes”. Claro que as famílias Genovese, Bonanno, Gambino, Lucchese e Colombo, etc. (ops, Civita, Marinho, Frias, etc.) não têm qualquer interesse político-partidário.

 Só os outros é que são “militantes”. 

Eles não são militantes de coisa alguma, embora até as pedras das ruas saibam quais partidos e candidatos eles apoiam e saibam que usam seus veículos despudoramente para tentar elegê-los.


O partido notoriamente beneficiado pela grande imprensa acaba de entrar com uma representação contra os blogs de Nassif e Paulo Henrique Amorim. A tese é que tais blogs recebem patrocínios de verbas públicas para apoiar o governo.





 Eu, como cidadão, quero então saber qual o volume do dinheiro que a grande imprensa recebe dos orçamentos públicos para desinformar a sociedade, defender seus interesses empresariais e apoiar partidos e candidatos. 


Chamar esses senhores da grande imprensa de militantes é uma demasia. São militontos. Imaginam que nada disso terá consequências, que não está ficando cada vez mais nítido para a parte lúcida da sociedade o papel ignóbil que eles desempenham e que, afinal de contas, vai ficar por isso mesmo. 





Sempre chega o dia do acerto de contas. Quem deve para o diabo sempre paga. Esse pacto nunca foi um bom negócio.




domingo, 29 de julho de 2012

Do sociólogo Castilho: Liberdade de expressão não pode ser só para ricos!


Artigo do sociólogo RAFAEL CASTILHO




A crescente participação dos blogs e das redes sociais na difusão de conteúdo jornalístico e de opinião, democratizando o debate político para além dos meios de comunicação tradicionais vem causando arrepios na classe conservadora.

A cada dia, os brasileiros adquirem o habito de buscar fontes alternativas de informação e de reflexão sobre as grandes questões políticas nacionais, ou mesmo sobre a nossa vida cotidiana.

Isso sem falar nos conteúdos de diversão e entretenimento.

A população jovem aprendeu rápido a buscar conteúdo na internet, deixando de depender da programação das tradicionais empresas de comunicação.

Ainda que a velha mídia tenha imensa importância na formação de opinião, a internet (em especial as redes sociais), surgem como fonte alternativa.

Entre outras coisas, as pessoas perceberam que a vida real não se resume à "versão oficial" dos jornais.

Enquanto as redes sociais eram meras concorrentes na geração de entretenimento, os grandes grupos de comunicação se prepararam para a disputa de mercado.

Mas quando as questões políticas nacionais passaram a ser discutidas, contradizendo as grandes manchetes midiáticas, a disputa passou a ser questão de sobrevivência.

Nas últimas eleições, as redes foram responsáveis por "inverter o roteiro" de uma novela que deveria ter um final diferente, caso o debate político eleitoral estivesse ainda entregue aos grandes grupos de comunicação.

Agora, a disputa é pelo poder.

Os grandes interesses da oligarquia estão em jogo.

Para os ricos, a democracia atendia ao propósito de legitimar o poder dos grandes grupos econômicos, porém, acomodando sanha por representação e participação política na sociedade brasileira.

Tampouco interessava à oligarquia governos autoritários e intervencionistas que viessem a limitar as grandes negociatas.

A democracia desenhada pela oligarquia era um grande teatro. O cenário ideal para a manutenção dos velhos privilégios. E a mídia dirigia o espetáculo com maestria, cabendo ao povo o papel de referendar nas urnas o que já estava decidido.

O Brasil ainda não fez mais do que algumas reformas sociais e tênues correções de rumos. Mas isso já foi suficiente para o estresse dos conservadores.

A democratização nos meios de comunicação, pode a médio e longo prazo dissolver a capacidade dos grandes grupos de comunicação "pautarem" a agenda do executivo e do legislativo.

A possibilidade de o Estado criar instrumentos sérios de regulação da mídia é tratada pelos magnatas como um atentado contra a liberdade de imprensa.

Mas ao que parece, a liberdade de expressão deve ser um privilegio apenas dos grandes e ricos grupos de comunicação.

Sem menor pudor, a velha imprensa vem atacando a "blogosfera" e exigindo que o poder público controle as redes sociais, inibindo seu potencial de comunicação com a sociedade.

Não são poucos os editoriais em que os grandes jornais acusam os blogueiros de serem militantes contratados pelo PT.

Muito curioso este protesto.

Ao menos este blogueiro que vos fala, jamais foi filiado ao Partido dos Trabalhadores e sequer militou em suas prestigiosas fileiras.

Além do mais, seria razoável que os grandes órgãos de imprensa fossem também denunciados por apoiarem de maneira escandalosa, desde sempre, o partido que condenou o Brasil à chaga do neoliberalismo.

E por falar em neoliberalismo, a velha imprensa festejou a abertura escancarada da economia brasileira à especulação internacional. Regozijou-se gostosamente defendendo a dilapidação do patrimônio público para empresas gringas que sucatearam os serviços ao consumidor, enquanto recheavam seus cofres. Deu de ombros para a quebradeira da industria nacional que ficou sem condições de competir no mercado internacional.

Mas o interessante, é que este apego às regras de ouro do livre mercado globalizado não se reflete quando o assunto é a concorrência das empresas de comunicação brasileiras com empresas estrangeiras.

Os grandes jornais e televisões se manifestam com veemência em defesa da soberania nacional quando vêem a possibilidade de serem obrigados a concorrer com os grandes grupos estrangeiros.

É pena que não tenha sido da mesma forma quando eles defenderam a quebra do monopólio estatal do petróleo, das telecomunicações e a venda a preço de banana das nossas grandes empresas estratégicas ao interesse especulativo internacional.

E as contradições não param por aí. Os magnatas das comunicações querem impedir uns poucos blogs de receberem publicidade institucional.

Mas a hipocrisia moralizadora da velha mídia, ao tratar dos gastos públicos, omite os bilhões de reais gastos com o dinheiro do contribuinte, por meio de publicidade governamental, para pagar o arrego dos grandes grupos que desde sempre conspiram contra o Brasil.

A liberdade de expressão não pode ser, como tantas coisas no Brasil, privilegio da oligarquia.

Ensaia-se uma ofensiva contra os blogs e a sociedade deve estar consciente deste verdadeiro atentado contra a democracia.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Educação com qualidade, um sonho que Elisa costa, PT, implantou em Valadares MG


Santayana: Cerra e sua democracia de duas orelhas.



Santayana no JBONLINE

por Mauro Santayana

A verdade, diz um provérbio berbere, é como o camelo: tem duas orelhas.

Você pode agarrá-la como lhe for mais conveniente, pela direita ou pela esquerda.

 Essa parece ser a postura do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, que prefere a direita. Para quem conheceu o jovem Serra de há quase 50 anos, é um desconsolo descobrir o que o tempo faz aos homens.

Não só, como no poema de Drummond, ao abater com sua mão pesada, cobra os anos com “rugas, dentes, calva”, mas também costuma sulcar erosões nas idéias.





José Serra quer calar os blogueiros sujos, e usou o seu partido para isso.



 Dois nomes são mencionados, Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif. Não preciso expressar a minha solidariedade aos atingidos.


O que está em questão – e os dois estarão de acordo com o raciocínio – é muito maior do que eles mesmos e todos os outros franco-atiradores da internet.

O problema real são os limites que querem impor à democracia.

Ao que parece, há uma liberdade de imprensa para uns, e outra, para os demais.

Os grandes veículos de comunicação combatem o governo e recebem dele vultosas verbas de publicidade, como é do conhecimento geral.

 Alguns poucos blogs, por convicção, defendem o governo federal, mas, conforme o PSDB, estão impedidos de receber verbas publicitárias das empresas estatais.





Nenhum jornalista brasileiro pode se dar o luxo de não contar, em sua remuneração, qualquer que ela seja, com parcelas, ainda que pequenas, de dinheiro público.



 O poder público é a base de toda a economia nacional.


 Ele contrata as empreiteiras, compra das grandes empresas industriais, além de subsidiá-las com incentivos fiscais, financia as atividades agropecuárias, paga pelos serviços, participa do custeio das grandes organizações patronais, entre elas a Fiesp, para ficar apenas em São Paulo.


Assim, indiretamente, participa de todos os gastos com publicidade.

E mais, ainda: quem paga tudo, afinal, é a sociedade e, nela, os que realmente produzem, ou, seja, os trabalhadores.

E são os trabalhadores, com parcela de seu suor, que mantêm o enganoso Fundo de Amparo ao Trabalhador que, administrado pelo Estado, por intermédio do BNDES, financiou as privatizações e continua a financiar empresas estrangeiras, como é o caso notório das companhias telefônicas, a começar pela controlada pelos espanhóis.


 Em suma, o trabalhador paga pela corda que o sufoca.





Serra, e os que pensam como ele, tentam, como Josué em Jericó, segurar o sol com as mãos, ou, melhor, impedir que a Terra continue rodando em torno de seu eixo e em torno da nossa estrela. A internet é indomável.


E, apesar de suas terríveis distorções, como veículo que serve à difamação, à calúnia, à contrainformação, a difusão de atos de insânia – ampliando o que a televisão vinha fazendo – não há, no horizonte das idéias plausíveis, como amordaçar os bytes, imobilizar os elétrons, apagar as telas.


Tudo isso poderá ocorrer com uma tempestade solar, mas nunca pela ação dos estados – a menos que, como tantos sonham, um governo fascista mundial destrua o sistema.

O candidato José Serra e seus correligionários se encontram alheios ao mundo que os cerca. Estão como um francês distraído que, em 10 de agosto de 1792, em um dos muitos cafés do Jardim das Tuileries, tomava placidamente uma baravoise – para os curiosos, mistura de café, conhaque e uma gema de ovo, segundo a receita do libertino Casanova.


Enquanto isso, a multidão invadiu o Palácio Real – de onde, por pouco, escaparam Luis XVI e Maria Antonieta – e o saqueou. O desconhecido continuou a beber. Todos os que o cercavam fugiram esbaforidos.


 Na defesa do palácio, morreram seiscentos guardas suíços. O francês distraído estava alheio a tudo, em sua manhã de agosto. Cinco meses depois, o rei e a rainha encontrariam a lâmina da guilhotina.





José Serra e os seus estão pensando em seu outubro, embora estejamos, no mundo inteiro, em tempos semelhantes aos do francês sans souci.


Como sempre, o que está em jogo é a mesma reivindicação dos sans culotte: igualdade, liberdade, fraternidade – ou, seja, a democracia real.



quarta-feira, 25 de julho de 2012

A saga dos lacerdinhas e o fim do monopólio do rótulo. A UDN sempre!

A UDN ESTÁ VIVINHA DA SILVA.


Juremir Machado da Silva  No Correio do Povo


A saga dos lacerdinhas e o fim do monopólio do rótulo.

Durante muito anos, ouvindo rádio, vendo televisão e lendo jornais, eu me espantava com uma unanimidade: todos os dias os mesmos rotulavam as mesmas pessoas.



Todos os dias os mesmos rotulavam pomposamente seus oponentes de:

- Radicais
– Xiitas
– Fundamentalistas
– Ecochatos
– Malas
– Ignorantes
– Retrógrados
– Intransigentes
– Fanáticos
– Raivosos
– Obcecados ideológicos


Faziam isso em vários registros: ataques diretos, tom de ironia, pretenso humor, etc.
Tinham o monopólio do insulto, da rotulação, da etiquetagem.

Só eles falavam. Era tanta convicção que não parecia haver espaço para a dúvida ou para o questionamento. Quem ia ver de muito perto o que estava acontecendo, claro, descobria o óbvio:


– Radicais, xiitas, fundamentalistas, malas, ecochatos, ignorantes, retrógrados, intransigentes, raivosos, fanáticos e obcecados ideológicos era todos os que atrapalhavam os interesses daqueles que tinham o monopólio do rótulo na mídia amiga.


Curiosamente quase todos os rótulos aplicados por eles cabiam-lhes perfeitamente. Os lacerdinhas podem ser definidos, caracterizados e explicados aos marcianos como:


– Radicais
– Xiitas
– Fundamentalistas
– Agrochatos
– Malas
– Ignorantes
– Retrógrados
– Intransigentes
– Raivosos
– Fanáticos
– Obcecados ideológicos



Há uma diferença: um lacerdinha é fanático, um obcecado ideológico que se acha neutro, acima das ideologias, objetivo, imparcial, detentor da verdadeira verdade.



Cansei de ver pessoas de diferentes partidos, marxistas ou não, sendo rotulados com a maioria das etiquetas aqui apresentadas como sendo meras constatações.



– Leonel Brizola era radical
– Maria do Rosário era fanática, raivosa, intransigente, etc.
– Luciana Genro idem
– Henrique Fontana também
– Heloísa Helena nem se fala.



Toda a esquerda era fundamentalista, fanática, ideológica, intransigente, etc.
Que estranho, que curioso: Paulo Maluf nunca recebia esses rótulos.


 Podia ser chamado de ladrão, mas de fanático e obcecado ideológico, pelos rotuladores da mídia, não.


Aprendi que todos os fanáticos e radicais eram bem menos fanáticos e radicais que seus rotuladores, que chegavam, e chegam, a babar de raiva e fanatismo quando os rotulam.



Nos últimos anos, depois da morte do fanático principal da mídia fashion, Paulo Francis, que herdara a verve inescrupulosa de Carlos Lacerda, surgiu uma penca de lacerdas com menos brilho, mas com muita baba ideológica: Olavo de Carvalho, o autodenominado filósofo Pondé, Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Ali Kamel, Demétrio Magnoli e outros lacerdões, campões de mediocridade obscena, que são os ídolos de lacerdinhas regionais e de lacerdinhas sem mídia, numa cadeia ideológica disseminada.



Falo tudo isso pelo seguinte: muitos lacerdinhas estão ofendidos.


Não aceitam ser rotulados. Acham que rotulá-los é desqualificação inaceitável, agressiva e injusta.



Não admitem expressões como “cérebro de ervilha”.



Sentem-se saudades do tempo em que só eles podiam rotular.


 Dez maneiras de identificar um lacerdinha:


1 – Um sujeito que, em nome da direita, diz que não há mais direita e esquerda, fazendo, em seguida, um discurso furioso, radical e fanático contra a esquerda que não
existe.

2 – Um cara que, em defesa da sua ideologia, afirma que não existem mais ideologias e, na sequência, faz um discurso ideológico fanático contra o ideologismo de esquerda.

3 – Um sujeito que treme de fúria ideológica, chamando seus oponentes de burros, atrasados, imbecis, perigosos e radicais, em nome da neutralidade analítica.





4 – Um cara que, ao ouvir uma crítica a um ditador de direita, acha que haverá necessariamente a defesa de um ditador de esquerda.



5 – Uma figura que jamais criticou a Lei do Boi – cotas para filhos de fazendeiros em universidades públicas –, mas é contra cotas raciais e até sociais.



6 – Um tipo que defende a democracia, mas está disposto a apoiar ditaduras de direita se elas lhe trouxeram benefícios econômicos e silenciarem seus oponentes.



7 – Um “ponderado” analista, defensor do Estado mínimo, que exigirá um Estado máximo quando sua empresa estiver falindo ou precisando de um empréstimo a juros baixos.



8 – Um crítico ferrenho de políticas de compensação por falta de oportunidades equivalentes salvo quando, como produtor, exige compensações por se sentir sem condições equivalentes para competir, por exemplo, no mercado internacional.







9 – Um indivíduo que passa a vida classificando as pessoas em nós e eles, fanáticos e razoáveis, estúpidos e racionais, xiitas e ponderados, e, quando classificado de lacerdinha, faz longos discursos contra esse tipo de simplificação classificatória.



10 – O representante de grupos que sempre encontraram maneiras de obter benefícios a partir de casuísmos, leis de exceção, contingências mais ou menos justificadas, contextos sociais e históricos, mas que, quando seus oponentes se organizam para tirar-lhes privilégios ou reparar prejuízos históricos, transformam-se em defensores de princípios pretensamente racionais, abstratos e universais de concorrência.
Há outras maneiras de identificar um la
cerdinha, mais práticas:



– Contra o golpismo de Chávez, mas a favor do golpe no Paraguai



– Contra cotas, aquecimento global, áreas de proteção permanente, pagamento de multas por destruição do meio ambiente, código florestal ambientalista, impostos sobre grandes fortunas, bolsa-família, Prouni e outras políticas ditas assistencialista.



– A favor de incentivos fiscais para empresas multinacionais.



– Contra comissão da verdade e qualquer investigação que possa deixar mal os torturadores do regime militar brasileiro implantado em 1964.



Contra a corrupção, especialmente se envolver políticos de esquerda, sem a mesma verve quando se trata de alguma corrupto de direita.



– Sempre pronto a chamar de petista quem lhe pisar nos calcanhares.


– Estrategicamente convencido de que a corrupção no Brasil foi inventada pela esquerda.


– A favor da universidade pública para os melhores, desde que o sistema não se alterne e os melhores continuem sendo majoritariamente os filhos dos mais ricos e com melhores condições de preparação e de ganhar uma corrida pretensamente objetiva e neutra.



– A favor, quando se fala em cotas, de melhorar o nível do ensino básico e de ampliar as vagas para evitar políticas discriminatórias, esquecendo das tais melhorias assim que o assunto sai da pauta da mídia ou é superado por alguma final de campeonato.



– Defensor da ideia de que, na vida, é cada um por si, salvo se houver quebra de safra, redução nos lucros, crise econômica internacional ou qualquer prejuízo maior. Nesses casos, o Estado deixa de ser tentacular, abstrato e opressor para ser uma associação de pessoas em favor dos interesses da sociedade na sua totalidade.


Faça o teste: quem preencher 60% dessas características é um lacerdinha.
Teste definitivo: lacerdinha é todo cara que se ofende ao ser chamado de lacerdinha.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A guerra contra a imprensa fascista e manipuladora.




Artigo de Izaias Almada no blog  O ESCREVINHADOR DE ROFRIGO VIANA

 

Manipulações & cia


Por Izaías Almada

Em discurso no encerramento do recente evento RIO+20 no mês passado, o presidente Rafael Correa, do Equador, enfatizou que há uma guerra não declarada a ser combatida pelos setores progressistas de todo o mundo.


A guerra da mídia contra a verdade dos fatos e a criminosa manipulação de consciências que se faz através de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão.



Modestamente, ouso discordar em apenas um pequenino, mas significativo ponto do discurso do presidente equatoriano: já é uma guerra DECLARADA. 


O que se publica e se divulga ou é uma meia verdade, ou uma mentira inteira ou não apresenta o fato em seu verdadeiro contexto o que, em última palavra, vem a dar no mesmo.



Trago aqui três exemplos desses últimos dias para a nossa reflexão: a declaração do senado norte americano sobre o banco HSBC, o debochado discurso de uma senhora chamada Danuza Leão sobre o povo brasileiro e a “vitória” de parte da mídia nacional ao pautar o julgamento do mensalão para antes das eleições municipais, mensalão que ainda não se provou, segundo o batalhador Mino Carta.



Notícia da Folha de São Paulo na última terça-feira, 17 de julho, diz o seguinte:

HSBC pôs em risco sistema financeiro dos EUA, acusa Senado
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS 




O banco britânico HSBC, um dos maiores da Europa, colocou em risco o sistema financeiro dos EUA, ao relaxar seus controles e ficar vulnerável a operações para lavagem de dinheiro relativas ao tráfico de drogas e terrorismo. 




As acusações fazem parte de um relatório do Senado americano divulgado nesta terça-feira.

“Na era do terrorismo internacional, da violência vinculada às drogas em nossas ruas e nossas fronteiras, do crime organizado, deter esse fluxo de dinheiro que apoia esses horrores é uma prioridade para segurança nacional”, escreveu no comunicado o senador democrata Carl Levin, que presidiu o comitê de investigação.



Denúncia grave, claro, que envolve um dos maiores bancos mundiais com quase 500 agências só nos Estados Unidos. Onde a manipulação, se não do senador democrata, mas da maneira como a notícia é dada, se atentarmos para um fato extremamente importante e esclarecedor?



Segundo alguns dos últimos relatórios da Organização Mundial de Saúde (2008/9), os norte americanos são os maiores consumidores de drogas do planeta.



 Apesar da legislação repressiva adotada nos Estados Unidos, os americanos aparecem como os maiores consumidores de maconha e cocaína do mundo, revela um estudo realizado em 17 países e publicado na ‘PLoS Medicine’, uma revista científica on-line. Segundo o estudo, dirigido por pesquisadores da Universidade de New South Wales (Sydney, Austrália), 16,2% dos americanos já consumiram cocaína ao menos uma vez, enquanto 42,4% já fumaram maconha.




Cabe, então, a pergunta: como essa droga chega aos Estados Unidos? Quem protege o tráfico? Quanto ela movimenta em dinheiro? 



Por qual razão os EUA têm bases militares na Colômbia, maior produtor mundial de cocaína e invadiram o Afeganistão, maior produtor mundial de ópio? Para combater a droga ou para protegê-la no escoamento até a terra do Tio Sam, onde – inclusive – outros bancos devem também acionar a sua lavanderia? 


Como o maior consumidor de drogas do mundo, portanto o maior comprador, pode acusar um banco de lavar dinheiro proveniente do tráfico? E quanto desse dinheiro financia operações da CIA? 


Hipocrisia ou manipulação da informação?



O senador democrata se esqueceu dos assassinatos autorizados pelo próprio governo americano contra alvos escolhidos, mas que costumam matar civis inocentes, conforme recente denúncia do ex-presidente Jimmy Carter ao jornal New York Times, em territórios do Afeganistão, no Iraque, e com o conhecimento do presidente Obama.?



 Será que é a esse terrorismo que se refere o senador? E


 Batman, não é mais o super herói que nos protegerá das forças do mal? Pelo menos no Colorado?


 


Outro caso interessante é o da socialite (ou seja lá o que isso queira dizer) carioca importada do Espírito Santo que há dias deitou falação “instruindo” brasileiros e estrangeiros sobre como se comportar nos anos de Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas no Brasil (2016). Chamada no site da

 UOL:



Danuza Leão dá dicas de como brasileiros devem se comportar na Copa


DE SÃO PAULO 

O Brasil está prestes a sediar os dois mais importantes eventos esportivos do mundo: a Copa e as Olimpíadas, em 2014 e 2016, respectivamente. Mas, para receber os estrangeiros que virão ao país por consequência disso, os brasileiros precisam se preparar, diz a colunista da Folha Danuza Leão. 

COLUNISTA DA FOLHA E SEUS BESTEIROIS. a IMPRENSA NATIVA É A ÚNICA DO MUNDO QUE TEM COLUNAS SOCIAL. NO RESTO DO PLANETA ESTE PAPEL É PRESTADO POR REVISTAS DE FOFOCAS. GRIFO MEU PTREMDAS13E13.
 
Em entrevista gravada, ela dá dicas de comportamento para a população e também para os visitantes





.
(O leitor poderá acessar o vídeo na TV UOL, se ainda lá estiver)


Dispenso-me de reproduzir os cinco minutos de idiotices que diz a colunista da FSP, onde vem à tona todo o preconceito, rancor, inveja com a condução segura da economia brasileira nos últimos dez anos por parte dos governos Lula e Dilma. 


Reduz o povo brasileiro a uma súcia de ignorantes, de caráter duvidoso e diz aos estrangeiros para tomarem muito cuidado com jóias, carteiras, bolsas, etc. isso depois de insistir, como fazem muitos jornalistas do PIG, que parte das obras em infraestrutura de aeroportos, estádios, hotéis, praças e avenidas, não ficarão prontas no tempo previsto.





Manipulação pura e simples dos incautos e dos que torcem contra o país.

 Ficam todos atrás das portas ou atrás dos muros à espera de um desastre para dizerem: viu, não falamos que não iria dar certo essa mania de grandeza? 

Um país que tem uma classe média que ouve Danuza Leão e vota no Serra, agride negros, nordestinos e gays não precisa de inimigos


 E nunca é demais lembrar que em 1950, um país muito mais pobre que o de hoje, organizou uma copa mundial de futebol, onde vários estádios foram construídos, como o estádio Independência em Belo Horizonte e o Maracanã no Rio de Janeiro. 


E ninguém reclamou…



Por último a farsa do mensalão, a mãe de todas as corrupções brasileiras – segundo Demóstenes, Álvaro Dias, Heráclito não sei das quantas – aquela que foi criada para enfraquecer o governo Lula, se possível abatê-lo, mas que deu com os burros n’água.


A ação da Polícia Federal nas Operações Vegas e Monte Carlo, bem como os primeiros depoimentos da CPMI VEJA/Cachoeira já mostraram ao público brasileiro como foi montada toda essa operação repercutida pelos principais meios de comunicação do país: vídeos montados, escroques a serviço de honoráveis políticos e jornalistas, chantagens, documentos falsos, a imprensa a serviço de bandidos e moralistas de fachada. Políticos do DEM, do PSD, do PSDB, do PPS, envolvidos até o pescoço com a maracutaia e protegidos por uma mídia que tem o rabo preso. 



Tão violenta e intensa foi essa manipulação que até parte relativamente significativa da esquerda brasileira acreditou.



E tão preso está esse rabo que tentam uma última investida contra o PT, isto é, querem ver se ainda sobram respingos para o ex-presidente Lula e para a atual presidente. 


Matéria requentada, sem nos esquecermos de que um dos juízes que estará votando no STF é suspeito de integrar o esquema de Carlos Cachoeira.



O castigo vem a cavalo, diz o adágio popular. 


As mentiras e as falácias da imprensa, bem como a ética e a moral da direita conservadora brasileira, tão bem representada no momento nas insistentes candidaturas de José Serra a qualquer cargo executivo correm o risco de morrer do próprio veneno.

 Basta que o Brasil do bem meta o dedo na ferida e faça, desta vez, vazar todo o pus acumulado. Força Brasil!


Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros “Teatro de Arena, uma estética de resistência”, da Boitempo Editorial e “Venezuela, povo e Forças Armadas”, Editora Caros Amigos.


Leia outros textos de Izaías Almada

domingo, 22 de julho de 2012

A gênese do higienismo da UDN/PSDB é o udenismo e o racismo do sul dos EUA.

No centro, Carlos Lacerda, o corvo da rua Chile. A Gênese e do higienismo do neo udenismo, o PSDB.


 
Este liberal entreguista e americanófilo deve ter se inspirado nos racistas do sul dos EUA, que por sua vez está legando seus ensinamentos ao PSDB.


Pois bem, este lacaio dos americanos, que acusava JK de ser a 7a maior fortuna do mundo quando da ocasião da construção de Brasília, pela NOCAP, morreu, felizmente ainda novo, milionário e JK morreu pobre, nem de avião viajava mais, era de carro(carroça) mesmo.


Este golpista na campanha ganha por ele , para governador da Guanabara, prometeu acabar com os pobres do rio de janeiro.


Não é que o golpista cumpriu a palavra?


A população notou o fim da ocupação por mendigos, de escadas, calçadas e marquises, notadamente de prédios públicos do centro do rio, naquela região alí do Castelo.


A 1a vez que saí de Governador Valadares e fui ao Rio de Janeiro, lembrei-me do episódio, pois, havia lido numa revista antiga "o Cruzeiro”.

Foi quando fui a um prédio comercial no Castelo, debaixo daquela marquise, muitos mendigos outrora tinham embarcado para a morte.


Funcionava assim: Uma equipe da prefeitura abordava os mendigos, oferecia roupa comida e prometia os trazerem de volta.


Eram levados a uma base da militar, pressuponho que seja da Aeronáutica, pois ele foi um dos fundadores da República do Galeão não?


Colocavam os mendigos em helicópteros, avançavam umas 100 milhas atlântico adentro e os jogavam no mar.


Funcionou bem, pois eles sumiram do Castelo.
Como a história foi descoberta?


Uma moradora de rua, ex campeã olímpica de natação, conseguiu voltar e relatou á população, inclusive à imprensa o que estava ocorrendo.


Foi um Deus nos acuda nas hostes udenistas. Logo o golpista do Lacerda ganhou o apelido de mata-mendigos e Corvo da rua
Chile.


Seu governo também foo acusado de afogar e matar os mendigos no rio da Guarda.


Assistam 2 vídeos que demonstram puro fascismo e higienismo , que os neo udenistas em relação ao 1o fazem quase igual ao botarem fogo nas favelas de São Paulo, trata-se de uma bela canção de nina Simone , baseado em um poema de um famoso professor universitário americano denunciado o racismo e a carnificina contra os negros do sul dos EUA, Estranho Fruto.


O Segundo vídeo é a mais pura manifestação de covardia e higienismo contra pobres pela GSM de São Paulo, a mando da Gerdame reacionária dos que a (des)governam.


Notem que toda cidade administrada por neo udenistas, o centro delas deve ser mantidas todas "clean", livre de pobres e suas tralhas e quem tenta ajudá-los tem sua reputação assassinada por esta imprensa udenista e corrupta, vide caso do padre Lancelloti.


Este sacerdote teve sua reputação assassinada, sendo chamado de pedófilo.
Sabem o motivo?


Ele sempre ajudou a população de rua de São Paulo estimada em 30.000 almas.
E ele foi um dos maiores críticos e denunciadores das rampas anti-mendigos.


Estava atrapalhando á época a reputação do governo do vingativo vampiro Cerra.
Quando foi comprovada a mentira, a imprensa fascista e udenista, deu um desmentido em um roda pé na página 108, a do horóscopo.


A acusação foi manchete de capa.

Não deixem de assistirem estes vídeos:




Fascismo e  a naftaalina do udenismo, mais  o higienismo em são paulo:







"XOKI DE JESTÃO" TUCANO, A CELPA FALIU, DEPOIS DE PRIVATIZADA. IMPRENSA UDENISTA, CALA-SE!

O DESMONTADOR DO ESTADO. O ASSASSINO DA ERA VARGAS.

DEPUTADO CLAUDIO PUTY.

POR LUIZ AZENHA NO SEU BLOG VIOMUNDO:

Deputado paraense diz que empresa de energia do Pará pode ser “re-privatizada”, envolvendo mais dinheiro público.





A Celpa, Centrais Elétricas do Pará, está em recuperação judicial.
No popular, faliu.
De acordo com o deputado federal Cláudio Puty (PT-PA), é um caso clássico de Privataria Tucana.
A Celpa foi privatizada em 1997. O presidente da República era Fernando Henrique Cardoso. O ministro encarregado da desestatização era José Serra. E o governador do Pará era Almir Gabriel.
O Grupo Rede comprou a Celpa em 1997 com dinheiro da União. O estado do Pará foi avalista do negócio.
Como a Celpa não pagou o que devia, o Fundo de Participação (FPE) do Pará tem sido descontado mensalmente.
Hoje um dos estados que mais produzem energia elétrica no Brasil, exportador de energia (segundo Lúcio Flávio Pinto) sofre com apagões.
Sim, o Pará da hidrelétrica de Tucuruí sofre com apagões.
O programa Luz Para Todos está paralisado no Pará.
Na privataria, o Grupo Rede é acusado de ter transferido R$ 700 milhões de reais da Celpa a outras empresas do grupo.
Segundo o deputado Puty, “isso fragilizou, de maneira mortal, as Centrais Elétricas do Pará”.
O deputado também denuncia a ação tíbia da ANEEL, a Agência Nacional de Energia Elétrica.
Terceiro escândalo, segundo Cláudio Puty: o interventor judicial da Celpa, indicado pela Justiça do Pará, é o advogado eleitoral do atual governador do Estado, Simão Jatene, que teve papel importante, lá atrás, em 1997, na privatização da empresa.
Trocando em miúdos: o governo tucano do Pará atua nas duas pontas do negócio, como credor e devedor da Celpa.
Cláudio Puty acredita que, agora, o objetivo é obter a re-privatização da Celpa, com o uso de dinheiro público e o aumento das tarifas cobradas dos consumidores de energia paraenses.
Por isso, ele defende que a Celpa seja federalizada.
Quanto ao quarto escândalo, está no fato de que o assunto ‘sumiu’ da imprensa do Pará.
Blogueiros paraenses, inclusive Lúcio Flávio Pinto, atribuem isso a dívidas que empresas de comunicação do estado teriam com a Celpa.
Para quem se interessar pela briga entre o Grupo Maiorana (Globo) e as empresas de comunicação de Jader Barbalho, no Pará, leiam isso.
O fato é que a Privataria Tucana, no caso da Celpa, ficará longe da mídia, a não ser que você nos ajude a difundí-la nas mídias sociais.
"DENUNCIE MAIS ESTE ROUBO TUCANO, ESPALHE QUE O SOFRIDO POVO DO PARÁ, SERÃO TUNGADOS, PELA ELITE UDENISTA DE LÁ. GRIFO MEU PTREMDAS13E13"


sábado, 21 de julho de 2012

QUE PAÍS É ESTE? JORNALISTAS FASCISTAS MISTURAM-SE COM BANDIDOS PARA DERRUBAR UM PRESIDENTE!



Saiu na Carta Capital artigo de Leandro Fortes:

Aloprados e aloprados


Durante as investigações da Operação Monte Carlo, a Polícia Federal apreendeu um material que pode ser a pista para a compreensão de uma dos mais estranhos episódios da história política recente.



 

Trata-se de gravações de uma conversa entre o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e o jornalista Mino Pedrosa, ex-repórter da Isto É e hoje autor do site QuidNovi, sobre o chamado “escândalo dos aloprados”, como ficou conhecida a suposta tentativa de compra de um dossiê contra o então candidato a governador de São Paulo José Serra (PSDB) em 2006.





Curiosamente, o material foi apreendido na casa de Adriano Aprígio de Souza, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Souza foi preso em julho pela PF, na esteira das investigações sobre o grupo.



 

Ao analisar o material, a PF encontrou o grampo de uma conversa ocorrida em 2006 entre Dadá e Mino Pedrosa no qual o jornalista dizia ter informações sobre como o dossiê foi negociado. Dadá é apontado pela PF como araponga do grupo de Cachoeira.



O escândalo, que tumultuou as eleições daquele ano, eclodiu após um assessor da campanha de Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo paulista, ser pego ao entrar num hotel em São Paulo para supostamente comprar informações contra o adversário tucano.



 

 O material conteria documentos que ligariam o ex-ministro da Saúde à chamada máfia dos sanguessugas, como ficou conhecido o grupo investigado por desviar recursos da saúde.



Na conversa, possivelmente gravada por Dadá, Mino Pedrosa e o araponga conversam sobre as origens do escândalo dos aloprados. O jornalista revela que o dossiê havia sido confeccionado por Luiz Antonio Trevisan Vedoin, pivô dos sanguessugas, e oferecido aos petistas.



 

 No entanto, quando a negociação avançou, o mesmo Vedoin entrou em contato com um emissário da campanha José Serra – que teria acionado a Polícia Federal. O plano de Vedoin era criar um fato político contra o PT durante a eleição.



Em seguida, Mino Pedrosa diz ter em mãos informações que poderiam ser a “bala de prata” para “matar o Barbudo”, numa clara referência ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, postulante à reeleição.



 

 O jornalista afirma ter informações de que a proximidade de Lula com seu ex-assessor pessoal Freud Godoy, suspeito de participação na compra do dossiê, poderia mudar os rumos da eleição de 2006.



Para comprovar as suspeitas, Pedrosa pede a Dadá que obtenha clandestinamente os documentos junto ao Coaf e à Receita Federal sobre movimentações financeiras de Lula para confirmar as suspeitas.



O episódio mostra como o grupo de Cachoeira agia para alimentar informações para tumultuar o ambiente político – e que nem mesmo o presidente estava imune a ação dos arapongas.



 

Leia estas e outras revelações na edição desta semana de CartaCapital, nas bancas a partir desta sexta-feira 20.